Um big F5 pra vocês 

AVISO: Esse post tá bem grande. Mas foi feito com carinho e paciência pra atualizar vocês. A qualidade das fotos não está boa porque tirei do Instagram (estamos sem computador e nossas pictures estão todas no HD externo). Desculpem se o post não sair bem bonitinho, alinhado e formatado. Sou meio broca (ops, cearês!) pra essas coisas no iPad.

Verdade de verdade é que, como a vida tem sido muito corrida, fico com preguiça de escrever aqui. Mais verdade ainda é que nós passamos por alguns momentos difíceis e, tentando resolver tudo, o blog ficou meio de lado. Verdade verdadeiríssima é que eu tenho A-BU-SO* de blogs de casais que resolveram largar tudo para viajar ao redor do mundo, então não queria que este se tornasse um. Qualquer semelhança é mera coincidência; é o que estamos vivendo e este blog serve para dar notícias para vocês, amadinhos. (*ABUSO: s.m. Gíria cearense que expressa aversão.)

Vamos começar com coisas boas, né?! Depois do último post recebemos visitas amadíssimas. Primeiro o Tim (meu amigo-padrinhodecasamento alemão) e a Lisa (digníssima dele) vieram nos ver. Rodamos pela Irlanda e foi SUPER divertido. Acabamos nossas férias num hotel em Galway onde estava tendo uma conferência de idosos. Daí chegamos à conclusão de que idosos somos nós; aquele povo ali não parava um minuto: desde hidroginástica às seis da manhã até dança às duas da manhã seguinte. O Felipe e o Tim voluntariaram pra ser go-go boys dançarinos e fizeram sucesso no meio das senhorinhas.


Depois disso o Daniel (nosso gordinho) veio cumprir a promessa dele de visitar nós três (Bea, Felipe e eu). Foi muito bom tê-lo por perto. Ele pôde viver nossa realidade irlandesa de sair num dia de sol e ter chuva, sol, chuva, granizo, chuva, sol, chuva e sol num intervalo de duas horas de caminhada por Glendalough. Lovely Irish weather! Fora isso a gente se mandou pra Dublin e curtiu a noite com o Napô e o Henrique. Decidimos conhecer a tal da silent disco e era muito engraçado ver o povo cantando e dançando musicas diferentes ao mesmo tempo, sem se incomodar uns com os outros.


  

Em junho fomos ao Brasil porque a minha Paty irmãmaislindadomundo ia casar com o Pedro cunhadomaislindodomundo. Ela preparou tudo cuidadosamente e acabou que foi a cerimônia mais interessante que já vi. Tudo maravilhoso! Tivemos oportunidade de rever família e amigos e abastecer o coração pra voltar pra Europa.


  

Então voltamos e aqui começo a explicar a reviravolta de sair da Irlanda pra morar um tempo em Antígua e Barbuda.

Desde a última vez que demos notícias aqui, a instituição onde trabalhamos começou a passar por profundas mudanças. O Camphill como um todo está tendo que se institucionalizar, o que significa muitas vezes sair do estilo comunidade hippie, passar a obedecer regulamentos e sofrer constantes fiscalizações do Governo. Nada disso era novidade pra gente; quando deixamos o Brasil para ir para a Irlanda já sabíamos que sofreríamos mudanças. No entanto, primeiro sofremos um sério problema de ingerência; depois, enquanto os gerentes da instituição estavam preocupados com questões mais burocráticas, nós (todos os co-workers) nos sentimos sem suporte para auxiliar os residentes no dia a dia. Muitos deles estão enfrentando problemas por causa da idade, o que tornou difícil para nós (coordenadores) dar suporte aos voluntários sem termos a devida orientação. Resumindo: estava MUITO pesado carregar essa responsabilidade. Superficialmente, este foi o motivo de termos saído. Há muitos outros detalhes que preferimos não compartilhar.

Voltamos do Brasil e conversamos com várias pessoas, tentando resolver uma infinidade de problemas que nós (todos) estávamos enfrentando. Não deu certo. Algumas pessoas começaram a sair da instituição e foi quando ficou claro que também não poderíamos ficar por muito tempo. Anunciamos nosso interesse em sair e começamos a procurar outras oportunidades. Não pensamos em voltar pro Brasil porque decidimos mesmo ter esse gap de três anos fora e porque… cês sabem… a coisa aí não tá muito legal.

Entramos em contato com alguns amigos e, quando voltamos da nossa viagem de dois anos de casados, tinha um email de uma amiga nos chamando para passar uma temporada em Antígua e ajudar no negócios de uma amiga dela. (Isso: a amiga da amiga. Amizade é melhor que dinheiro, sem dúvida!). Nos cercamos de toda segurança possível (passagens, seguro, contato com a amiga da amiga, informações sobre o lugar etc.) e viemos.

Não foi fácil deixar os nossos velhinhos e a princípio a comunidade não ficou muito satisfeita com a nossa saída (ÓBVIO! Vão demorar pra achar quem abrace o tanto de tarefas de que dávamos conta). Mas depois ficou mais de boa e fomos vendo que fizemos bons amigos ali; por isso doeu partir. E tem a Bea, né?! Mas não vou nem entrar nesse mérito.

Chegamos e estamos nos adaptando (à hora, ao calor, ao local, às pessoas). Só são dois dias. Ainda não dá pra falar muita coisa. Mas daqui uns dias tento postar de novo falando de Antígua. Mas está tudo bem (viu, mãe?!) e estamos felizes. Xêro pra vocês e até logo.